Instituto de Oncologia Marcello Fanelli: espaço destinado a tratamento quimioterápico

Perguntas e respostas

As causas do câncer são variadas. Podem ser internas ou externas ao organismo. Somente 10% dos casos de câncer têm caráter familiar, ou hereditário. Cerca de 50% dos tumores estão associados a fatores externos, como tabagismo, exposição ao sol, alimentação rica em gorduras. Dessa forma, o surgimento do câncer depende da predisposição do organismo em desenvolver a doença e da intensidade e do tempo de exposição das células aos agentes causadores.

Fatores externos

  • Tabagismo (não somente consumo de cigarro, mas de outras formas, como cachimbo, charuto e narguilé).
  • Hábitos alimentares incorretos, com excesso de carnes vermelhas, embutidos, produtos industrializados e defumados.
  • Consumo excessivo de álcool.
  • Vida sexual irregular (variedade de parceiros, falta de higiene e de uso de preservativos).
  • Exposição a radiações.
  • Obesidade.

Fatores internos

  • Sistema imunológico comprometido.
  • Predisposição genética.
  • Hormônios.

Além desses fatores, uma grande proporção de tumores pode se originar por obra do acaso.

Para quem tem histórico familiar de câncer é recomendável fazer um mapeamento, que pode resultar em aconselhamento genético, com uma rotina de exames para diagnóstico precoce de tumores. Um programa de rastreamento também pode ser indicado em casos de exposição a riscos como tabagismo, HPV, agentes químicos, sol excessivo.

Não. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado em determinada parte do corpo. Quando o tumor se dá por crescimento do número de células, é chamado de neoplasia – que pode ser benigna ou maligna. As neoplasias benignas têm crescimento de forma organizada, em geral lenta, e apresenta limites bem nítidos. O lipoma e o mioma são exemplos de tumores benignos. Já as neoplasias malignas são sinônimo de câncer. Têm como característica a multiplicação desordenada das células, que invadem tecidos vizinhos e outras partes do organismo, desenvolvendo metástases. O carcinoma (câncer de mama) e o glioma (cerebral) são exemplos de neoplasias malignas.

É possível adotar medidas que diminuem o risco de desenvolver a doença. Nesse contexto, é importante adotar um estilo de vida saudável, o que inclui alimentação equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, evitando excesso de sal, açúcar, carnes vermelhas, embutidos e alimentos industrializados. É importante também controlar o peso, fazer exercícios físicos regularmente, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, praticar sexo seguro e só tomar sol usando protetor solar. Esses cuidados ajudam a prevenir diferentes tipos de câncer, como de mama, de tireoide, de pulmão, de estômago, de pele.

Também é fundamental investir em medidas para diagnóstico precoce, lembrando que quanto mais cedo o paciente iniciar o tratamento maiores serão as chances de cura. Assim, é importante manter em dia a rotina de exames, como mamografia (para detectar câncer de mama), PSA e toque retal (para câncer de próstata). Além disso, pessoas com casos de câncer na família devem informar o médico, que poderá indicar exames para investigação de possíveis mutações genéticas e, assim, acompanhar o caso mais de perto.

Atualmente, cerca de 70% dos casos de câncer são curados. Esse índice tem evoluído graças aos avanços da ciência, entre outros fatores. Porém, quanto mais cedo for detectada a doença, maior a probabilidade de sucesso no tratamento. O câncer de mama, por exemplo, tem mais de 90% de chances de cura quando descoberto no início. Daí a importância do diagnóstico precoce.

Existem vários métodos para tratamento da doença. Cirurgia, quimioterapia, radioterapia e bloqueios hormonais são alguns exemplos de procedimentos, que podem ser aplicados de maneira combinada ou isoladamente conforme o caso.

  • Cirurgia: procedimento local para a remoção do tumor.
  • Quimioterapia: tratamento que utiliza remédios capazes de inibir o crescimento das células tumorais e eliminá-las dos órgãos onde estão instaladas. A quimioterapia pode ser administrada via oral ou pela veia, que é mais comum. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados para todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que formam o tumor e impedindo que elas se espalhem pelo organismo.
  • Radioterapia: método que utiliza raios de alta energia para atingir as células cancerosas e deter seu crescimento.
  • Hormonioterapia: uso de medicamentos com a finalidade de inibir a atividade dos hormônios que têm influência no crescimento do tumor.

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme a pessoa. Mas, um paciente que faz tratamento quimioterápico não precisa mudar radicalmente sua rotina. Veja a seguir algumas dicas em relações a situações específicas:

  • Animais domésticos – Mantenha seu animal fora de casa e evite o contato direto com as secreções dele: saliva, fezes e urina.
  • Aparência – Alguns remédios usados na quimioterapia podem provocar queda de cabelo. Para contornar a situação, use bonés, perucas, lenços e outros adereços. Não se esqueça de que é uma fase temporária. Seu cabelo voltará a crescer quando o tratamento acabar – ou até mesmo antes.
  • Atividade sexual – Normalmente, algumas bactérias vivem na região da vagina. Em mulheres com queda de imunidade, esses micro-organismos podem provocar infecções. Portanto, sempre que for ter relações sexuais, use preservativo.
  • Bebidas alcoólicas – Desde que haja autorização do médico ou do enfermeiro responsável, é permitida a ingestão moderada de bebida alcoólica durante o tratamento. Cada caso é um caso.
  • Cansaço – Qualquer que seja a situação, respeite seu corpo. Se sentir necessidade de repouso, descanse.
  • Demais medicamentos – Caso tome remédios para outros problemas de saúde, é importante informar o médico.
  • Exposição ao sol – Tome cuidado com o horário e tempo de exposição ao sol. Use sempre bloqueador solar nas partes expostas do corpo e proteja-se com chapéu e mangas compridas.
  • Gravidez – As mulheres que fazem quimioterapia devem evitar a gravidez. O ideal é usar camisinha em todas as relações sexuais. A pílula anticoncepcional só deve ser adotada como alternativa se for prescrita pelo médico. Não é recomendável também que homens em tratamento quimioterápico engravidem a parceira.
  • Menstruação – A quimioterapia pode alterar o ciclo menstrual, provocando aumento, diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo. Após o período da quimioterapia, a situação poderá ou não se normalizar. Converse com seu médico a respeito.
  • Trabalho – Não existem restrições em relação às atividades profissionais de forma geral. Mas é ideal evitar esforço físico excessivo. Uma sugestão é combinar com o superior hierárquico uma alteração no horário de trabalho e aumentar as horas de descanso. Se mesmo assim você sentir que o tratamento está interferindo em sua atividade profissional, fale com seu médico. Dependendo do tipo de quimioterapia, pode haver queda de sua resistência física. Nesse caso, será necessário afastamento.

Existe a possibilidade de surgirem sintomas desconfortáveis em decorrência da quimioterapia. É importante lembrar que eles variam de uma pessoa para outra, são passageiros e desaparecem com o fim do tratamento. Cada vez que retornar a uma nova aplicação, comunique ao enfermeiro ou ao médico tudo o que aconteceu desde o último procedimento.

Veja os efeitos mais comuns:

Constipação intestinal – Mau funcionamento do intestino pode ser aliviado com o consumo de muito líquido, como água e sucos naturais, e de alimentos com maior teor de fibras: cereais, pão integral, frutas e verduras. Se houver perda ou aumento significativo de peso, procure seu médico ou nutricionista.

Diarreia – Se necessário, tome medicamentos receitados pelo seu médico para combater a diarreia. Beba bastante líquido e prefira alimentos que ajudam a segurar o intestino, como arroz, queijo, purê de batata e banana. Se a diarreia persistir, procure o atendimento médico mais próximo.

Enjoo – Para não sentir enjoo, o ideal é evitar comidas gordurosas, frituras, doces, bebidas alcoólicas e temperos fortes. Dê preferência a alimentos frios e de rápida digestão, como frutas e verduras. Procure comer em pequenas quantidades e mais vezes ao longo do dia, de modo a não ficar com fome nem com o estômago muito cheio. Coma devagar e mastigue bem. Beba bastante líquido. Água mineral e água de coco são boas opções.

Febre – Se durante a quimioterapia você tiver febre com temperatura superior a 37,8º C, avise seu médico ou enfermeiro.

Feridas na boca – Eis outra possível consequência da quimioterapia. Para amenizar o problema, procure ingerir alimentos pastosos, sopas ou sucos de fruta. Alimentos gelados, como sorvete e gelatina, ajudam a anestesiar a boca, que também pode ser enxaguada com uma solução de água filtrada com uma colher de bicarbonato. Mantenha a boca sempre limpa, escovando os dentes quatro ou cinco vezes ao dia. Utilize escova macia e pasta dental recomendada por seu médico, enfermeiro ou dentista.

Fraqueza – Não faça esforço físico, mesmo nas atividades cotidianas. Uma alternativa é dividir as tarefas da casa com outra pessoa. Principalmente quando se sentir com pouca energia física.

Oscilações de humor – Não se assuste se você passar por períodos de altos e baixos durante o tratamento. As diferentes sensações são decorrentes das mudanças que ocorrem no organismo. Quando possível, procure um psicólogo.

Tontura – É ideal ir à sessão de quimioterapia sempre acompanhado de alguém de sua confiança, pois a tontura costuma ser um dos efeitos. Nos dias de tratamento, evite sair para compras ou passeios.

Vômitos – Tome corretamente o remédio para enjoo e vômito receitado por seu médico. Antes da sessão de quimioterapia, procure comer algo leve. Logo após, tente relaxar e dormir um pouco. Evite ingerir bebidas alcoólicas. Deitar após as refeições pode provocar refluxo.

Alguns sintomas merecem atenção especial e pronto atendimento médico. Veja exemplos:
  • Febre acima de 37,8º C.
  • Hematomas e sangramento.
  • Náuseas incontroláveis e vômitos.
  • Diarreias com sinais de alerta descritos.
  • Surgimento de uma nova dor ou aumento de outra já existente.
  • Não conseguir urinar.
  • Sangramento ou dor ao urinar.
  • Inchaço repentino, com ou sem dor.
  • Dor de garganta, tosse, dificuldade de respirar.
  • Algum novo sintoma.

O apoio dos familiares é fundamental para a recuperação do paciente. Transparência na hora de lhe passar informações, disposição para ouvi-lo, assim como respeito ao seu silêncio são algumas das atitudes que devem ser adotadas pelas pessoas ao redor. O Instituto Marcello Fanelli conta com psicólogo que orienta a família em relação ao assunto.

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